Abriu os olhos às três e quarenta e oito da manhã sentindo um frio penetrante. Lembrou-se instantaneamente das horas e horas de sol na praia de Copacabana no dia anterior. Atordoado pelo sono, cambaleou até a janela para fechá-la e deparou-se com uma das cenas mais estranhas de sua vida: o Rio de Janeiro estava congelado.
Seu apartamento com vista para o mar parecia estar de frente para a Antártida. O mar, antes azul como nenhum outro,agora era de um branco glacial e se unia ao céu que desabava em neve. Nessa paisagem gelada,nada se mexia.
Começou a sobrepor as roupas mais pesadas que pôde encontrar em seu armário, lamentando não ter comprado um casaco mais quente na sua última viagem ao Canadá.Quando estava chamando o elevador, a luz acabou.Começou a descer os dezoitos andares de seu prédio no escuro total.
Chegando ao térreo, conseguiu enxergar um vulto de pé na porta aberta do prédio que presumiu ser seu Zé,o porteiro. Quando se aproximou, percebeu, aterrorizado, que o homem estava congelado. A cena de horror se repetiu numa paisagem totalmente branca, podia ver pessoas congeladas por todo lado.
Ao longe, conseguiu ver algumas pessoas que,como ele, andavam perplexos pela rua.Ninguém sabia o que se passava.Seriam os efeitos do aquecimento global? O fim do mundo? A queda de um meteoro? Começou a rezar por sua vida e pensou na família e nos amigos.Como estariam?
Resolveu subir até o Cristo Redentor de onde teria uma visão maior da cidade. Enquanto subia os degraus, sentia as extremidades adormecerem devido ao frio. O que viu,quando chegou ao topo,deixou-o aterrorizado: o Cristo Redentor, que antes saudava a cidade de braços abertos,tentava se aquecer com os braços cruzados. No céu,nuvens se abriram e milhares de luzes apareceram. Um zumbido terrível parecia que iria estourar seus tímpanos,as luzes tornaram-se ainda mais intensas e pareciam queimar-lhe os olhos. Um vento ainda mais gelado cortou-lhe os lábios.Tentou correr, gritar, mas percebeu que seu corpo estava totalmente congelado.
As luzes diminuíram de intensidade e se aproximaram ainda mais.Atrás delas,uma porta se abriu e um ser alienígena caminhou até ele e quando abriu sua boca, a voz era idêntica a de Silvio Santos. O rádio anunciava ‘Bom dia, são dez horas’.
No sobressalto, acordou nu, com o ar condicionado ligado e o despertador tocando.
Arthur D.
Fernando V
Matheus G.
8ªA
quarta-feira, 18 de abril de 2007
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10 comentários:
conto legal ...
Sim
pois é do bau ...
auahauhauhauah..
é do bau.....
boa nick...
mas o conto ta legal..
assauhsauasas
conto mtu bom gostei xD é do bau sahashuasuhsa
De: Cleide Ruy Coordenadora
Aos autores do conto "Essa é do baú...da felicidade?"
Adorei esse conto. A idéia de apresentar uma Copacabana, cidade sempre cheia de sol, vida, cor e movimento e, no conto, imaginá-la branca, congelada e imobilizada, foi sensacional! A imagem do Cristo, "de braços abertos sobre a Guanabara" congelado e encolhido foi "nonsense".
Parabéns pela idéia!
Cleide Ruy.
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