Segunda – feira na maior cidade do país. Clima seco, temperatura muito quente. João Carlos, chamado pelos seus amigos de Juca, conseguiu o emprego tão desejado.
Todos os dias sua rotina se repetia: despertador... acordava às 5:30 da manhã: banho, olhada no jornal, tomar seu pingado com pão amanhecido e manteiga barata. Já era hora de pegar o ônibus. As mesmas pessoas, o mesmo motorista, o mesmo cobrador... as mesmas situações cotidianas.
Chegou ao trabalho, bateu o ponto, e, logo em seguida, o sinal soou, era hora de descer.
Os pingos de água pingavam do teto do subterrâneo. Era necessário apressar a obra. Em breve, algo muito rápido teria que passar por ali. O segundo sinal soou. Hora da furadeira gigante trabalhar. Um ruído estarrecedor e distorcido ecoou pelo túnel. O motor havia sido ligado.
O terceiro sinal tocou. Hora do almoço. Os trabalhadores saíram um atrás do outro. A Marmita do Zé era o destino. A comida caseira e muito boa destruía e saciava a fome incontrolável dos operários.
O quarto sinal soou. Hora de retornar ao trabalho. Os trabalhadores voltaram ao subterrâneo. Mal podiam esperar o quinto sinal tocar e ir para casa. Depois de mais 3 horas de trabalho... o quinto sinal soara. Era finalmente a hora de subir. Voltar para casa, descansar para outro dia de trabalho.
Os trabalhadores saíram, mas um ficou para trás. Juca voltou para pegar um equipamento que havia esquecido. Parecia o sexto sinal, Juca logo notou que algo estava errado. Por um momento, tudo a sua volta começou a tremer... e quando percebeu, o chão sob seus pés cedeu levando tudo que o rodeava, inclusive ele mesmo.
O desespero tomou conta. Gritos se espalharam no ar. Juca se encontrava perdido no seu subconsciente, num mundo estranho e desconhecido. Para sua surpresa, havia um homem lá. Um homem velho, barbudo. Juca não perdeu tempo e, assustado, gaguejou.
- Quem é você? O que estou fazendo aqui?
O velho logo indagou:
- Você não me reconhece, João Carlos?
- Não... calma aí... você não pode ser ele, pode? Você é o meu pai!?
- Faz muito tempo, não é meu filho?
- Mas pai, o que eu estou fazendo aqui?
- Filho, aqui é o céu. Você sofreu um acidente na obra do metrô em São Paulo.
Enquanto isso, as autoridades procuravam pelo corpo de João Carlos há mais de 5 dias...
- Eu quero voltar, pai!!
- Filho, sua missão na terra já acabou.
- Mas eu quero fazer mais!
Os cachorros farejadores começaram a latir. Um corpo foi achado. Os bombeiros começaram a cavar. Juca, deitado, tossia. Estava vivo...
Luiz, Gabriel e Felipe - 8ªB.
quarta-feira, 11 de abril de 2007
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7 comentários:
o conto nao me alegrou, parece que é muito grande..
Yess...Juca estava vivo!!!
Beijos...Flávia e Teté!!!
>>>>>O conto é muito bem elaborado, porém não teve um momento de suspense, onde o leitor cria desejos de saber o final.
mto massa véio q conto irado meu adorei essa parada de conto mto loko véio
E cabeção.. Acho que a gente pegou o mesmo texto no jornal.. hahaha.
Ainda bem que as idéias foram BEM diferentes.
Gostamos do seu texto.
Muito bem elaborado e escrito.
Marcella
Julia
8ª A
Mesmo o tipo de leitura não me agradando, conto foi muito bem feito e a linguagem muito bem elaborada.
Ainda sim acho que final do texto deveria ser menos esclarecedor, como alguns outros contos apresentados no blog.
Parabéns,
mariana
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