Morreu. O homem que sempre usara terno laranja para ir trabalhar, jazia agora deitado em seu caixão .
Já não queria saber, movia sua vida à base do suspense do poder da pílula. Sua vida não tinha sentido, não tinha mais como movê-la. Fechou os olhos. Estava cansado de tanto mistério. Destacou-a do pacote. Diferente das normais, possuía um brilho radiante que iluminava sua vida sombria. Olhou-a cautelosamente. Por que não? Será que era esse o momento certo?
Acordou. Não se sentia bem. Conferiu a pílula em seu bolso. Estava lá. A mesma pílula que já guardava há doze anos para o momento exato, e o mesmo terno laranja que vestira em seu casamento e ia ao trabalho todo dia. Sempre apaixonado, olhou para a cama. Não via ninguém. Recordou-se dos bons momentos que passou com ela.
Sempre a mesma rotina. Saía de casa, comprava o Jornal na banca do quarteirão vizinho, rumava ao seu trabalho sempre com o mesmo passo. Um trabalho muito simples. Era dono de um boteco, não muito longe de sua casa. O boteco fechava sempre na mesma hora: cinco da manhã e reabria cinco da tarde. Chegava em sua sombria casa, conferia se sua pílula estava em seu bolso. Alívio. Tirava sua roupa e deitava-se para aproveitar os últimos raios da noite.
Na noite seguinte, quatro e meia da manhã, sem cliente e preparando-se para fechar seu bar, lembrara do dia cheio, em que conhecera uma mulher atraente e sensual, que acreditara ter gostado dele. A jovem moça prometera voltar em seu humilde boteco. Ela chegara. Mas agora não era a mesma moça bonita que encontrara horas atrás. Era uma velha corcunda, que não aparentava ser muito gentil. Carregava um saco de algodão consigo. A velha o procurou pelo nome. Era ele:
- O senhor se lembra de mim?
- Claro, a senhora não mudou nada.
- Já eu não posso falar o mesmo de você. Eu falei para você guardá-la.
- Mas a pílula está comigo.
Ele levou suas mãos ao bolso e nada encontrou. Entrou em pânico.
Neste exato momento, essa mesma pílula está em sua casa, sobre a cômoda de seu quarto do mesmo lado em que sua esposa dorme. Vá e não largue-a nunca mais.
Ele fechou o bar rapidamente e correu para sua casa em busca da pílula, enquanto ouvia a velha gargalhar.Uma gargalhada que já ouvira anteriormente. No caminho, ficou imaginando o momento em que ele tinha recebido a pílula. Lembrou-se que era um jovem que gostava de desafios e por este motivo aceitou mantê-la em sua vida.
Chegou em casa. Dirigiu-se diretamente à cômoda à procura da pílula. Revirou a gaveta. Encontrou a pílula no fundo, dentro de sua cartela.
Olhou-a cautelosamente. Por que não? Será que era esse o momento certo?
Finalmente encontrara sua mulher. Deitada ao seu lado. Não se movia e só sentia a presença do primeiro impacto de terra no centro de seu peito. De uma velha que agora gargalhava.
Matheus
Guilherme
Gabriel
8ª B.





7 comentários:
Nós achamos este texto interessante, porém não entendemos de certo a idéa principal, estava um pouco confuso.
Beatriz G.
Gabriella F.
8ª C
nao gostei muito deste texto, ele parece estranho demais... confuso
Concordamos e assinamos em baixo do que a Beatriz e a Gabriella escreveram.
Luana
Roberta
Tathiana
achamos esse texto confuso, e não entendemos ao certo o que ele quis dizer, porem esta bom.
Aricia
Gabriela
8ªA
A idéia principal do conto estava muito confusa. Não deu para se entender direito.
Júlia
Marcella
8ªA
O conto é estranho pois não entendemos o final.
Fernando Soares
Arthur
João
8A
Conto legal
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